quinta-feira, 6 de maio de 2010

O 25 de Abril na Campia de 1974!

A compreensão da História e seus eventos só se completa com a auscultação de testemunhos da realidade vivida. Nesta actividade reuniram-se pensamentos e sentimentos dos testemunhos vivos, que o são, os utentes do Centro Social de Campia: a realidade do antes e do depois do 25 de Abril, as impressões sobre os sentimentos de conformação e de não aceitação do regime de Salazar, até à revolta e conquista de múltiplas liberdades – conceitos e realidades relevantes a perspectivar no processo de aprendizagem daquilo que foi o 25 de Abril.
Em suma, experiências e conhecimentos que vão para lá daquilo que os livros da escola nos oferecem. Há o país real da altura, o fenómeno da emigração (e da imigração, no pós-revolução!) vivida a cru e sem os cravos da revolução a enfeitar o dia-a-dia de quem o viveu.

Para os alunos da EBI de Campia, uma oportunidade para absorver testemunhos de vida. Para os utentes do CSC, esta foi uma actividade importante para o relembrar das diferenças do antes e do pós-25 de Abril, para fazer o balanço dos ganhos e das perdas com a mudança de regime.

Importa por isso auscultar quais os primeiros sentimentos após a revolução; efeitos imediatos na realidade do dia-a-dia; consequências a longo prazo mais sentidas; promover a reflexão sobre o evento em si (a mudança aconteceu?a democracia realizou-se?o que seria preciso para que a Revolução dos Cravos se concretizasse tal qual foi projectada?).

Contributos de uma geração para a outra, em forma da película de um filme.
Se hoje a Revolução está retratada cronológica, política e socialmente nos livros que ensinam as gerações mais novas, à altura foi apreendida de uma forma muito peculiar, principalmente nos meios rurais.
Fomos, 36 anos depois, à procura do 25 de Abril na Campia de 1974.
No dia 23 de Abril decorreu um Sarau alusivo à grande data no Cine-Teatro João Ribeiro, com os contributos de várias escolas do Concelho.
Um excerto do filme dos nossos utentes foi exibido durante a apresentação da EBI de Campia, e foi com orgulho que ouvimos as suas breves palavras.
Já no dia 26 de Abril, pelas 15h45, rumámos com o grupo de utentes participante até à escola!
À chegada, e já confortavelmente sentados na biblioteca, pudemos assistir ao filme por eles protagonizado.
Não podemos mesmo deixar de mencionr o enternecedor espanto com que se olham na tela. O orgulho que timidamente escondem.
O calor que se fez sentir não nos impediu de vir depois até ao espaço desportivo exterior, assistir a uma actuação musical preparada pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Campia, durante a qual se entoaram algumas das músicas mais simbólicas da Revolução dos Cravos.
Resolvemos ajudá-los e cantámos com eles, de cravo na mão, gentilmente oferecido pelos alunos!
A agitação de um dia de sol desvaneceu-se com o lanche que havia sido para os nossos utentes preparado.
A agitação de um dia de sol permitiu que cada um deles, à sua maneira, se sentisse um pouco mais livre.
Com a melódica esperança do 25 de Abril ainda a pairar no pensamento.
O nosso obrigado a todos os alunos que alegraram o nosso dia, a todos os docentes que connosco prepararam esta actividade e que tão calorosamente nos acolheram!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Há festa no CSC!

Já falta pouco para o Dia dos Avós do Centro Social de Campia...!

Já contamos com o apoio do Conselho Directivo dos Compartes de Rebordinho e do Malhadouro, que gentilmente nos cederem um maravilhoso espaço para comemorarmos.
Os preparativos já começaram e a expectativa cresce!
Dia 19 de Maio há festa no Centro!
Mais à frente, contaremos todos os detalhes!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Centro Social de Campia no Facebook

Já reparou na segunda pequena caixa de texto no cantinho superior direito do ecrã do seu computador?
Essa é apenas uma das maneiras de nos encontrar no Facebook, uma rede social que nos permitirá chegar ainda a mais pessoas!
Para quem já está registado nesta rede, bastará fazer uma pesquisa simples no próprio motor daquela.
A página oficial do CSC chama-se "Centro Social de Campia - IPSS", e é a Direcção Técnica a responsável pela sua administração.
Se for até ao motor de pesquisa do Google mais perto de si, bastará colocar as seguintes palavras-chave: "Centro Social de Campia Facebook"!

Visite a nossa página,divulgue-a junto dos seus amigos e colegas! Torne-se fã do CSC!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

ASSIM VÃO AS OBRAS



Com 25 % de execução e de facturação já realizados, a obra está como se pode ver pela foto. Chegou ao telhado e no seu interior as divisórias estão praticamente concluídas.
A partir de agora, e depois de colocada a cobertura, o edifício deixará de “crescer”, pois terá chegado ao cimo. Os trabalhos seguintes serão menos visíveis, pois realizar-se-ão no seu interior, para onde estão já a avançar os canalizadores, os electricistas e a firma que irá instalar todo o sistema de aquecimento, de refrigeração e de circulação de ar.
Tem sido notório o interesse que os habitantes de Campia têm demonstrado, consoante vêem subir as paredes e a estrutura daquilo que, até há bem pouco tempo, parecia apenas um sonho ou uma utopia. Várias pessoas nos têm abordado, expressando a sua admiração pela grandeza do edifício e indagando sobre o andamento das obras, do prazo para a sua conclusão e até se já estão abertas inscrições para futuros utentes ou para a selecção de funcionários. Em devido tempo tornaremos público a abertura das mesmas, o que, como se compreenderá, para já ainda é prematuro.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Visitas ilustres!

Visita aos Equipamentos Sociais de Campia




Foi na tarde de 5 de Março que abrimos as nossas portas aos alunos do 1º Ciclio do Agrupamento de Escolas de Campia!


Curiosos e participantes, visitaram entidades como a Secção de Campia dos Bombeiros Voluntários de Vouzela e a Extensão de Saúde de Campia, e fizeram, por isso, paragem obrigatória no Centro Social de Campia!


Numa visita de estudo improvisada, conheceram a sala de convívio, a cozinha e a lavandaria das nossas instalações, ao mesmo tempo que lhes eram explicados as funções e propósitos de cada espaço, equipamento, processo e tarefa.
Se muitos conheciam os serviços mais visíveis prestados pelo CSC, outros desconheciam o apoio e acompanhamento social que é desenvolvido junto dos utentes e familiares do CSC.
Explicar a realidade da terceira idade a crianças com 5 e 8 anos pode ser uma vantagem!
Sem recurso a termos técnicos, temos as comparações e os exemplos mais simples para nos ajudarem. Cada uma destas crianças conhece um ou outro casos de pessoas mais velhas que estão isoladas - por incapacidade física, abandono familiar, afastamento consciente e/ou involuntário da comunidade em que se inserem - sem que tenham, ainda assim, verdadeira consciência, que o apoio a essas pessoas pode passar por uma simples conversa, por uma visita breve mas plena de significado para quem a recebe.
Acreditamos que a lembrança, o relevar do poder de acção e mudança que existe em cada um é, por si só, uma semente para um futuro de encontros intergeracionais risonho.
Numa idade em que a utopia ainda é possível e de fácil alcance, importa encorajá-los a depositar esperanças na sua capacidade de alterar realidades menos favorecidas ao seu redor.
Se de todas as crianças que nos visitaram, uma delas ainda se lembrar dentro de 10 anos do que foi dito e é feito pela nossa equipa todos os dias junto dos mais idosos, saberemos que demos um pequeno mas importante contributo para a formação daquela criança.
A responsabilização social, a incontornável questão da cidadania - aquela que não poderemos permitir que se desintegre num cliché - está ao alcance de experiências como esta.

Dia dos Namorados na EBI de Campia - O amor acontece.

O amor acontece.....


A evolução conceptual do amor, o contraste de experiências e perspectivas, são factos imediatos no momento de ouvir jovens e idosos a falar sobre o namoro ou o amor.

O trabalho que se constrói já com alguma regularidade em parceria com a EBI de Campia, levou-nos a pensar o Dia dos Namorados de outra maneira, e a desenvolver uma actividade que resultásse num encontro de concepções geracionais do amor. No reconhecimento da realidade de cada geração.


Em jeito de reportagem, fomos, por isso, ouvir o que os utentes do CSC tinham a dizer sobre o namoro de antigamente - o próprio e no geral. É clara a alteração de valores que se deu desde a geração deles até à geração mais jovem - o conservadorismo, a posição da mulher na sociedade, a ligação do povo com a Igreja e os seus valores (elementos caracterizadores das gerações mais antigas) opõem-se, à partida, à liberdade na demonstração de afectos e à vivência de uma sexualidade activa reconhecida como natural nos jovens de hoje em dia.


Curiosamente, ao invés de um discurso que, dir-se-ia, de "velhos do Restelo", fomos confrontados com uma visão clara e sincera daquilo que foi o namoro de antigamente. Relatando as suas aventuras e (des)gostos de juventude, foi por eles que confirmámos que de facto, tudo o que hoje em dia acontece em torno de uma relação amorosa, também se dava à altura, ainda que escondido dos olhares e juízos da sociedade.

Com as lembranças à flor da pele sorriram, entreolharam-se, reviveram. Já sem o véu do puritanismo que tantas vezes lhes é emprestado pelos estereótipos de todos, francamente confessaram os seus amores.
Numa curta-metragem improvisada, partilharam cartas, histórias e segredos de amor.
E com a mesma franqueza com que falaram, assim criaram uma generosa dádiva para as gerações mais jovens - ecos de paixões sem rugas.
Regresso à Escola....
Foi no dia 12 de Fevereiro pelas 12h30 que, na EBI de Campia, reunimos três dos casais entrevistados, para passarem um dia diferente.
A recepção dos utentes do CSC ficou a cargo do Clube de Música da EBI de Campia que, já instalado todo o grupo na Biblioteca da Escola, deram início a um pequeno e divinal concerto repleto de temas subordinados ao Dia dos Namorados!
Dirigidos pelo Prof.Bruno (docente responsável pelo Clube de Música) e apoiados pelo Prof.João Nuno com a guitarra e voz, os alunos abrilhantaram o fim da manhã dos nossos utentes.
Afinal de contas, apenas o início de uma tarde bem passada.
Seguiu-se, então, o almoço na própria cantina da escola. Julgamos não haver por certo maneira de corresponder ao caloroso acolhimento por parte de todas as auxiliares de cozinha, incansáveis no que tocou à garantia do conforto de todos.
A elas, o nosso enormíssimo obrigada pelo humanismo que demonstraram no desempenho das suas funções!
Os filmes da nossa vida...
Já de volta à biblioteca, os utentes puderam assistir ao filme protagonizado por eles mesmos. Puderam rir sem contenção com os comentários que iam sussurando uns aos outros enquanto se viam na grande tela, qual actores de filme romântico.
Para todos os presentes, foi este o momento mais alto do dia, pleno de uma significância pessoal inenarrável.
Em seguida, assistiram ao filme "Aldeia da Roupa Branca", que muitas memórias e melodias trouxe até àquela sala. A animação e quase agitação tomou conta dos nossos utentes, que batiam palmas e cantarolavam a melodia sem engano possível!
Entretanto, no exterior, já se ouviam os bombos, que assinalavam o início do desfile de Carnaval da EBI de Campia!

Foram a chuva e o frio, as razões pelas quais o desfile se realizou no Pavilhão de Ginástica da escola, o que não causou menor entusiasmo entre os participantes. Entre alunos, docentes e não docentes da EBI de Campia, o desfile decorreu dentro de todo o aparato desejável no Carnaval!
Uma das últimas surpresas destinada aos nossos utentes, foi precisamente o convite para que um deles integrásse o júri que presidia ao desfile!Orgulhoso, o Sr. Joaquim pontuou os modelos carnavalescos!




O amor aconteceu....

Nem sempre lhe chamam amor. Quase sempre destino, ligação, proximidade, amizade, compromisso, respeito.
O que levou os utentes até àquela escola não terá sido tanto uma actividade planeada entre docentes e técnica, mas algo muito mais pessoal.
O facto de saberem que naquele exacto dia, a história de amor que vive nas recordações de cada um, seria ouvida e relevada por muitos. Pelos mais novos acima de tudo, por esses que construírão as suas próprias histórias de amor.
O facto de existir a possibilidade de contar a alguém algo aparentemente tão distante como a contenção, a cortesia, os ritmos e rituais de cumprimento obrigatório nos namoros de outrora.

Porque cada um e cada história de amor foi importante, o Dia dos Namorados fez-lhes, no fim do dia, sentido.


Por isto e por tudo o resto,


A todos os docentes, alunos e não docentes envolvidos na organização desta actividade, o nosso caloroso obrigado pelos esforços envidados no generoso acolhimento dos elementos do CSC na vossa escola!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Inpakt - Por uma boa causa


O que é?



Tal como é descrito no Suplemento do Diário de Notícias de 6 de Fevereiro de 2010,“é uma plataforma online que utiliza a net como meio de solidariedade”, ou ‘uma comunidade direccionada para o nicho da responsabilidade social, que permite efectuar a ponte entre instituições de solidariedade sem fins lucrativos e potenciais voluntários, de forma gratuita para qualquer inscrito.”


Bernardo Macedo, o ‘empreendedor social’ responsável pela criação desta rede social solidária, idealizou uma ponte entre voluntários e instituições clara e imediata no contacto. Sabemos que existem muitas pessoas que querem ser úteis, apoiar as instituições, mas questões como a disponibilidade ou o grau de compromisso acabam por ser desencorajadoras no momento de contactar a instituição.


O Inpakt é, por isso, um excelente mecanismo de filtro de procura para o voluntário, e um mais facilitado método de recruta/selecção de voluntários para a instituição. O Inpakt é a montra das necessidades das instituições perante as vontades dos milhares de voluntários inscritos, que acaba num encaixe desejado entre as partes.





Por que faz sentido inscrever-se como voluntário no Inpakt




Já aconteceu a quase todos nós querermos ser mais activos na nossa comunidade, apoiar as instituições que no seio daquela actuam, mas nem sempre temos acesso a informação concreta relativamente às acções/projectos dinamizados por aquelas entidades. Funções, responsabilidades, horários, orientações. Tememos também não conseguirmos assumir um compromisso de continuidade junto da instituição ou não termos o perfil para determinada actividade e/ou população-alvo.


O Inpakt simplifica. O voluntário indica, no momento da inscrição, quais são as áreas de intervenção em que gostaria de desenvolver funções. Período de tempo, duração, datas e horários em que se encontra disponível são também items a preencher. Para além de evitar desencontros de expectativas, o Inpakt aposta ainda na questão da proximidade da instituição com os seus voluntários, já que o ideal é mesmo que o voluntário (re) descubra as instituições que na sua comunidade actuam, para que daí surja a possibilidade de uma colaboração junta daquelas.


O voluntário cria então o seu perfil ‘socialmente responsável’, podendo participar em acções de voluntariado e manter-se actualizado com notícias da sua comunidade.





Por que acreditamos no Inpakt




O Inpakt surge como uma lufada de ar fresco na senda de incentivo ao voluntariado ou de recruta de voluntários.
Podendo gerir as acções de voluntariado, podemos também optar pela forma como as divulgamos, tornando-as mais ou menos apelativas, mais ou menos específicas em termos de necessidades de recursos humanos. A possibilidade de publicarmos notícias relacionadas com a nossa actuação e, por isso, relevantes para a comunidade de voluntários, promove uma interacção próxima entre o grupo de voluntários e a instituição e a também a comunicação com potenciais voluntários.









Particulares, instituições ou empresas, inscrição é aqui.

Para ver e ouvir o responsável pelo Inpakt, veja o vídeo do Programa Consigo da RTP2.

Para ler um pouco mais, pode consultar o Suplemento do Diário de Notícias de 6 de Fevereiro.