A evolução conceptual do amor, o contraste de experiências e perspectivas, são factos imediatos no momento de ouvir jovens e idosos a falar sobre o namoro ou o amor.
O trabalho que se constrói já com alguma regularidade em parceria com a EBI de Campia, levou-nos a pensar o Dia dos Namorados de outra maneira, e a desenvolver uma actividade que resultásse num encontro de concepções geracionais do amor. No reconhecimento da realidade de cada geração.
Curiosamente, ao invés de um discurso que, dir-se-ia, de "velhos do Restelo", fomos confrontados com uma visão clara e sincera daquilo que foi o namoro de antigamente. Relatando as suas aventuras e (des)gostos de juventude, foi por eles que confirmámos que de facto, tudo o que hoje em dia acontece em torno de uma relação amorosa, também se dava à altura, ainda que escondido dos olhares e juízos da sociedade.
Foram a chuva e o frio, as razões pelas quais o desfile se realizou no Pavilhão de Ginástica da escola, o que não causou menor entusiasmo entre os participantes. Entre alunos, docentes e não docentes da EBI de Campia, o desfile decorreu dentro de todo o aparato desejável no Carnaval!
Uma das últimas surpresas destinada aos nossos utentes, foi precisamente o convite para que um deles integrásse o júri que presidia ao desfile!Orgulhoso, o Sr. Joaquim pontuou os modelos carnavalescos!
O amor aconteceu....
Nem sempre lhe chamam amor. Quase sempre destino, ligação, proximidade, amizade, compromisso, respeito.
O que levou os utentes até àquela escola não terá sido tanto uma actividade planeada entre docentes e técnica, mas algo muito mais pessoal.
O facto de saberem que naquele exacto dia, a história de amor que vive nas recordações de cada um, seria ouvida e relevada por muitos. Pelos mais novos acima de tudo, por esses que construírão as suas próprias histórias de amor.
O facto de existir a possibilidade de contar a alguém algo aparentemente tão distante como a contenção, a cortesia, os ritmos e rituais de cumprimento obrigatório nos namoros de outrora.
Porque cada um e cada história de amor foi importante, o Dia dos Namorados fez-lhes, no fim do dia, sentido.
Por isto e por tudo o resto,
A todos os docentes, alunos e não docentes envolvidos na organização desta actividade, o nosso caloroso obrigado pelos esforços envidados no generoso acolhimento dos elementos do CSC na vossa escola!

Estas instituições subsistem acima de tudo da doação de géneros, alimentares ou não, e nas refeições que oferecem aos mais carenciados, há espaço para um café e chá quentes.
Faltava o açúcar. Aquele fim de refeição doce, aquele que também custa dinheiro às instituições que trabalham para que nada falte no momento de alimentar quem mais precisa.
Para aqueles que não põem açúcar no café ou no chá não custa nada guardá-lo para um propósito melhor do que o fundo da mala. Formas microscópicas de estarmos do lado de alguém.
Pegámos numa caixa de cartão e reinventámos-lhe o aspecto exterior. Reunimos até ao momento 55 pacotinhos de açúcar! Quando atingirmos o número 100, enviá-los-emos pelo correio para as duas instituições.
O valor desta campanha não se está nos simples pacotes de açúcar.
Julgamos estar no dar a mão sem propósito maior do que o dizer estamos aqui. Fazer acontecer a solidariedade com 25gramas de açúcar!

